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repórter colaborador da Folha de São Paulo, passou pelo Estadão, UOL e Editora Globo. Escreveu para a Carta Capital e editora Trip. Foi curador do Atelier Amarelo. Estudou e viveu um ano e meio em Londres. É formado pela Unesp

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Quarta-feira , 28 de Outubro de 2009
Néstor Kirchner 2011 - alguém duvidava?

Pois Kirchner, o Néstor, quer voltar à Presidência argentina. Na verdade, nunca deixou o poder, assim como nunca deixou Cristina, a Kirchner, e nem nunca saiu da Quinta de Olivos, a residência presidencial, onde vive desde 2003.

Olha só o cartaz: "Ahora Néstor Kichner 2011"

 

Depois de assumir o governo com uma Argentina destroçada pela crise de 2001, Kirchner fez o país crescer 9% (o que era ok para uma economia que havia encolhido, convenhamos). Fez muita politicagem com os sindicatos, brigou com o FMI, deu calote, mas deu conta instantaneamente da bagunça instalada. Nada mal para um provinciano da Patagônia que parecia haver conquistado Buenos Aires.

Ocorre que Kirchner, o Néstor, sofreu uma derrota humilhante nas eleições legislativas em junho deste ano. O ex-presidente fez a sucessora em 2007- a própria mulher Cristina Kirchner - algo inédito no mundo mas não supreendente por se tratar da Argentina (*).

Parece que desta vez, no entanto, Kirchner vai ter dificuldades para suceder-se a si mesmo no cargo (complexo isso, não? é que os vizinhos são meio estranhos mesmo..., vide o Maradona)

Outra coisa: Quem manda na casa dos Kichner, afinal? O marido ou a mulher?

Os analistas não menosprezam Cristina, tanto porque ela era senadora e uma primeira-dama extremamente influente. Por isso mesmo a imprensa argentina os chamal de Casal K, ou Casal Presidencial. Que casamento! Cama, mesa e despacho de governo.

Isso porque as eleições ainda são em 2011.... A gente se diverte até lá!

#LaNacion

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(*) Evita só não sucedeu Perón porque o câncer a matou antes, em 1952 - depois, na última presidência de Perón, foi ele quem morreu e deixou a esposa Isabelita na Casa Rosada, em 1974. Na Argentina, casamento político é negócio sério, como se vê.

Por: Maurício Moraes