Sábado , 26 de Setembro de 2009
Zelaya - a geopolítica chegou à esquina
DIÁLOGO NA BANCA DE JORNAL

- Ah... porque o Brasil tem de se meter em confusão colocando esse presidente Zelaya lá na embaixada? E esse chapelão que ele usa? Será que isso é coisa de guerra? Credo... - se lamuria uma senhora evangélica, 60 anos, numa banca de jornal na Avenida Paulista, sexta-feira, 22h, enquanto esperava condução que a levasse para casa. Ela conversava com a dona do estabelecimento, aparentemente uma conhecida, 40 anos, cabelo chanel, batom vermelho, alguma maquiagem nos olhos e camisa de seda estampada com babado.
- Tá certo isso, o Brasil precisa dar abrigo para o presidente, nós somos o país mais rico da América Latina... - reponde a dona da banca, com ar de certeza do que falava.
- Ah... - disse a senhorinha evangélica - O Brasil é mais rico, né? Mas isso não é coisa nossa, porque eles não ficam com o outro presidente que está governando? Ele é ruim??
- Não sei se ele é ruim, mas o outro foi eleito para ser presidente né? Tiraram ele do palácio de pijama, vê se pode? - falou arregalando os olhos com sombra esverdeada.
- Ah... - seguiu a senhorinha - Mas ninguém pode ajudar o Brasil? Os Estados Unidos não podem ajudar?
- Hum... - parou para pensar a dona da banca - É que os Estados Unidos estão muito longe, eles ficam em outro continente! - disse com uma certeza titubeante.
- Eles ficam no Canadá, né não? - perguntou a outra, com a primeira limitando-se a fazer um trejeito de afirmação na cara. - E a Argentina? Não pode ajudar o Brasil?
-A Argentina? Ah... coitada da Argentina. A Argentina não aguenta nem com ela? - disse a dona da banca, aí já com alguma segurança do que dizia.
- Mas eu pensei que eles eram ricos. Aquela presidente é tão chique. Como é que ela chama mesmo? - disse a velhinha.
- É a Cristina, aquela ladrona, com o bando dela. A Argentina agora é pobre - falou com certo ar emergente a mulher da camisa de babado.
- Ai Jesus, mas ninguém pode ajudar no Brasil nessa história lá em Honduras? Não tem outro país que pode ajudar? O Uruguai não pode?
Nesse momento um outro senhor que estava na banca disse: - O Uruguai é muito pequeno. Imagina só que eles têm três milhões de população e São Paulo tem 20 milhões.
- Meu Deus! - disse assustada a senhora evangélica, percebendo que o pepino de Honduras tinha sobrado para o Brasil - O senhor não sabe que só na Marcha de Jesus tinha 5 milhões de pessoas?? - respondeu, com certo exagero.
Por:
Maurício Moraes
Terça-feira , 22 de Setembro de 2009
E se os golpistas de Honduras atacarem a embaixada do Brasil? Caso de guerra, diz embaixador
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltou na segunda (21) ao país centro-americano e buscou refúgio na embaixada brasileira. Segundo o Itamaraty, o embaixador brasileiro foi pego de supresa. Mentira ou verdade, o Brasil foi colocado no centro da confusão hondurenha. O governo golpista de Roberto Michelleti já nos acusou de intervir em assuntos internos do país e ameaçou invadir a embaixada.
E se o governo golpista de Honduras atacar a representação brasileira?
- "Se o Brasil fosse vizinho de Honduras era caso de guerra. Com a distância que temos, é preciso mobilizar a ONU e a Organização dos Estados Americanos. Embaixada brasileira é território brasileiro", explicou o embaixador Affonso Arinos, no programa Estudio i, da Globo News.
Em Nova York, à espera da Assembleia Geral da ONU, o chanceler Celso Amorim já informou que irá convocar o Conselho de Segurança, justamente para discutir essa possibilidade e qual a resposta adequada. Mais tarde, os golpistas disseram que não vão invadir a embaixada.
Vamos ver como o Brasil, que quer liderar a América Latina, se sai dessa enrascada.
Por:
Maurício Moraes
Segunda-feira , 21 de Setembro de 2009
Romance de D'Estaing fala sobre caso de amor entre presidente francês e princesa inglesa - ficção?
Doze anos após sua morte, Diana continua sob os holofotes da imprensa britânica, alavancando a venda dos tablóides e revistas de fofoca. Nos próximos dias, ela também será, indiretamente, a garota propaganda do livro "A princesa e o presidente", escrito pelo ex-chefe de Estado francês Valéry Giscard d'Estaing (foto). Diana não é personagem do romance, mas a história de um presidente francês que se apaixona por uma princesa britânica já levanta especulações se a trama é ficção ou realidade.
Nao livro, um presidente francês de idade avançada, que ganhou o nome de Jacques-Henri Lambertye, conhece e se encanta com uma tal princesa Patricia, depois de um jantar diplomático no Palácio de Buckingham, a sede da monarquia britânica. Sua alteza Lady Pat estava com o casamento em ruínas e trabalhava com crianças vítimas da Aids, além de lutar pelo fim das minas terrestres. Coincidência ou não, a vida do personagem se confunde com a de Diana.

Giscard d'Estaing deixou a presidência francesa em 1981, ano em que Diana se casou com Charles. Mesmo assim, o chefe de Estado francês se encontrou com a princesa de Gales em diversas ocasiões.
Ficção ou realidade?
Segundo reportagem do
Guardian, a epígrafe do livro diz: "Promessa mantida". Em um ponto da narrativa, a tal princesa Pat fala ao seu amante presidente: "Você me pediu permissão para escrever sua história. Eu te dou, mas você precisa manter uma promessa...".
Como o livro ainda não foi lançado, vamos esperar as cenas do próximo capítulo.
Por:
Maurício Moraes