Jornalista
repórter colaborador da Folha de São Paulo, passou pelo Estadão, UOL e Editora Globo. Escreveu para a Carta Capital e editora Trip. Foi curador do Atelier Amarelo. Estudou e viveu um ano e meio em Londres. É formado pela Unesp

Twitter me siga no Twitter
 

 

Blog
de notícias internacionais e
mundanas, sobre política exterior, conchavos, conspirações,
exotismos e outros ismos

 

Circuito
economist
el país
guardian
new york times
the times
bbc brasil
la nación
perfil
libération
der spiegel (english)
folha de s. paulo
estadão
o globo
ultima hora
el espectador
financial times

 

Pretérito

 

E-mail nhomoraes@uol.com.br
RSS RSS
Blog no celular leia o blog no celular
Adicionar indique este blog
 

 

Sábado , 26 de Setembro de 2009
Zelaya - a geopolítica chegou à esquina

DIÁLOGO NA BANCA DE JORNAL

- Ah... porque o Brasil tem de se meter em confusão colocando esse presidente Zelaya lá na embaixada? E esse chapelão que ele usa? Será que isso é coisa de guerra? Credo... - se lamuria uma senhora evangélica, 60 anos, numa banca de jornal na Avenida Paulista, sexta-feira, 22h, enquanto esperava condução que a levasse para casa. Ela conversava com a dona do estabelecimento, aparentemente uma conhecida, 40 anos, cabelo chanel, batom vermelho, alguma maquiagem nos olhos e camisa de seda estampada com babado.

- Tá certo isso, o Brasil precisa dar abrigo para o presidente, nós somos o país mais rico da América Latina... - reponde a dona da banca, com ar de certeza do que falava.

- Ah... - disse a senhorinha evangélica - O Brasil é mais rico, né? Mas isso não é coisa nossa, porque eles não ficam com o outro presidente que está governando? Ele é ruim??

- Não sei se ele é ruim, mas o outro foi eleito para ser presidente né? Tiraram ele do palácio de pijama, vê se pode? - falou arregalando os olhos com sombra esverdeada.

- Ah... - seguiu a senhorinha - Mas ninguém pode ajudar o Brasil? Os Estados Unidos não podem ajudar?

- Hum... - parou para pensar a dona da banca - É que os Estados Unidos estão muito longe, eles ficam em outro continente! - disse com uma certeza titubeante.

- Eles ficam no Canadá, né não? - perguntou a outra, com a primeira limitando-se a fazer um trejeito de afirmação na cara. - E a Argentina? Não pode ajudar o Brasil?

 -A Argentina? Ah... coitada da Argentina. A Argentina não aguenta nem com ela? - disse a dona da banca, aí já com alguma segurança do que dizia.

- Mas eu pensei que eles eram ricos. Aquela presidente é tão chique. Como é que ela chama mesmo? - disse a velhinha.

- É a Cristina, aquela ladrona, com o bando dela. A Argentina agora é pobre - falou com certo ar emergente a mulher da camisa de babado.

- Ai Jesus, mas ninguém pode ajudar no Brasil nessa história lá em Honduras? Não tem outro país que pode ajudar? O Uruguai não pode?

Nesse momento um outro senhor que estava na banca disse: - O Uruguai é muito pequeno. Imagina só que eles têm três milhões de população e São Paulo tem 20 milhões.

- Meu Deus! - disse assustada a senhora evangélica, percebendo que o pepino de Honduras tinha sobrado para o Brasil - O senhor não sabe que só na Marcha de Jesus tinha 5 milhões de pessoas?? - respondeu, com certo exagero.

Por: Maurício Moraes
Terça-feira , 22 de Setembro de 2009
E se os golpistas de Honduras atacarem a embaixada do Brasil? Caso de guerra, diz embaixador

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltou na segunda (21) ao país centro-americano e buscou refúgio na embaixada brasileira. Segundo o Itamaraty, o embaixador brasileiro foi pego de supresa. Mentira ou verdade, o Brasil foi colocado no centro da confusão hondurenha. O governo golpista de Roberto Michelleti já nos acusou de intervir em assuntos internos do país e ameaçou invadir a embaixada.

E se o governo golpista de Honduras atacar a representação brasileira?

- "Se o Brasil fosse vizinho de Honduras era caso de guerra. Com a distância que temos, é preciso mobilizar a ONU e a Organização dos Estados Americanos. Embaixada brasileira é território brasileiro", explicou o embaixador Affonso Arinos, no programa Estudio i, da Globo News.

Em Nova York, à espera da Assembleia Geral da ONU, o chanceler Celso Amorim já informou que irá convocar o Conselho de Segurança, justamente para discutir essa possibilidade e qual a resposta adequada. Mais tarde, os golpistas disseram que não vão invadir a embaixada.

Vamos ver como o Brasil, que quer liderar a América Latina, se sai dessa enrascada.

Por: Maurício Moraes
Segunda-feira , 21 de Setembro de 2009
Romance de D'Estaing fala sobre caso de amor entre presidente francês e princesa inglesa - ficção?

Doze anos após sua morte, Diana continua sob os holofotes da imprensa britânica, alavancando a venda dos tablóides e revistas de fofoca. Nos próximos dias, ela também será, indiretamente, a garota propaganda do livro "A princesa e o presidente", escrito pelo ex-chefe de Estado francês Valéry Giscard d'Estaing (foto). Diana não é personagem do romance, mas a história de um presidente francês que se apaixona por uma princesa britânica já levanta especulações se a trama é ficção ou realidade.

Nao livro, um presidente francês de idade avançada, que ganhou o nome de Jacques-Henri Lambertye, conhece e se encanta com uma tal princesa Patricia, depois de um jantar diplomático no Palácio de Buckingham, a sede da monarquia britânica. Sua alteza Lady Pat estava com o casamento em ruínas e trabalhava com crianças vítimas da Aids, além de lutar pelo fim das minas terrestres. Coincidência ou não, a vida do personagem se confunde com a de Diana.

Giscard d'Estaing deixou a presidência francesa em 1981, ano em que Diana se casou com Charles. Mesmo assim, o chefe de Estado francês se encontrou com a princesa de Gales em diversas ocasiões.
 
Ficção ou realidade?
 
Segundo reportagem do Guardian, a epígrafe do livro diz: "Promessa mantida". Em um ponto da narrativa, a tal princesa Pat fala ao seu amante presidente: "Você me pediu permissão para escrever sua história. Eu te dou, mas você precisa manter uma promessa...".

Como o livro ainda não foi lançado, vamos esperar as cenas do próximo capítulo.

Por: Maurício Moraes